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Exercício Físico como solução não farmacológica em Hipertensos

O risco de doença coronária aumenta com os aumentos dos valores de repouso da pressão arterial sistólica e diastólica. A hipertensão, definida como a pressão sistólica ? 140 mmHg ou a pressão diastólica ? 90mmHg, é um importante problema de saúde em todo o mundo. Actualmente, uma atenção especial tem sido dada aqueles com hipertensão leve a moderada (pressão arterial diastólica entre 90 e 150 mmhg e/ou pressão sistólica entre 140 e 180 mmHg) visto que estes indivíduos representam a maioria da incidência desta doença. Embora haja pouca discordância sobre a utilização de medicações no tratamento da hipertensão quando os valores da pressão arterial são superiores a 180/105 mmHg, muitos acreditam2,4 que as abordagens não-medicamentosas devem ser utilizadas para aqueles com hipertensão leve ou limítrofe.

A pessoa com hipertensão leve deve ser submetida a um exame físico para identificar possíveis problemas subjacentes, assim como a presença de outros factores de risco. Apesar de uma medicação poder ser utilizada para o controle da pressão arterial quando existem múltiplos factores de risco (tabagismo, colesterol alto, sedentarismo, etc.), o simples acto de parar de fumar confere maiores benefícios contra o risco global de doença coronária do que qualquer medicação. É neste contexto que no programa de intervenção não-farmacológico surge o exercício e a dieta.

As recomendações dietéticas para o controlo da pressão arterial incluem uma redução da ingestão de sódio para pessoas sensíveis ao seu excesso e da ingestão calórica para as que apresentam excesso de peso. As reduções de sal acarretam uma redução média da pressão arterial sistólica e diastólica de 5 e 3mm, respectivamente.

O exercício aeróbio (onde a caminhada e corrida se destacam das restantes) está associado a uma redução de 10 mmHg da pressão arterial de repouso de indivíduos hipertensos. Este deve ser realizado com uma frequência e com duração suficientemente longa para produzir um maior gasto de calorias.

Para a obtenção de melhores resultados, a realização de um programa de exercício físico deve ser acompanhada pela melhoria de outros comportamentos como a interrupção do consumo de tabaco, realização de uma dieta pobre em gorduras e perda de peso.

Com a adesão a um Centro Municipal da Marcha e Corrida poderá beneficiar da orientação de um apoio especializado, que o orientará numa prática adaptada às suas necessidades, permitindo usufruir de todos os benefícios que a prática da marcha e corrida lhe poderá conferir neste domínio.

mais informações consultar:

1. Dante Nigro, Juan C. Vergottini, Emilio Kuschnir, Mario Bendersky, Ivon Campo, Hebe G. de Roiter, Gregorio Kevorcof - Epidemiologia de la hipertension arterial en la ciudade de Cordoba, Argentina - Rev Fed Arg Cardiol 28: 69-75, 1999

2.Emily D. Parker, MPH, Kathryn H. Schmitz, PhD, MPH, David R. Jacobs, Jr, PhD, Donald R. Dengel, PhD and Pamela J. Schreiner, PhD - Physical Activity in young adults and incident hypertension over 15 years of follow-up: the cardia Study - American Journal of Public Health - April 2007, Vol 97, No. 4 , 703-709

3.Paul Sorace, Thomas P. Mahady and Nicole Brignola. Hypertension and Resistance - Training. Strength and Conditioning Journal - 31(1):33-35 (2009).

4.Scott K. Powers, Edward T. Howley - Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho
Ligação Instituto do Desporto de Portugal Ligação Federação Portuguesa de Atletismo Ligação Universidade do Porto, Faculdade de Desporto